Qua, 21 de Abril de 2010 15:45
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do Portal Pró-Menino Um levantamento nacional inédito – realizado pelo Ceats/FIA (Centro de Empreendedorismo e Administração em Terceiro Setor da Fundação Instituto de Administração) e pela ONG Plan – apontou que a situação de violência e manifestações de bullying são comuns em escolas brasileiras: 70% dos entrevistados disseram ter presenciado cenas de agressões entre colegas, sendo que 17% vivenciaram, de fato, a prática do bullying. No levantamento por região, Sudeste e Centro-Oeste apresentam os maiores índices de bullying: 14% e 13%, respectivamente, contra 10% no Sul e 7% no Norte e no Nordeste. Considerou-se bullying a vivência da situação de violência entre estudantes durante mais de três vezes durante o ano letivo observado. Participaram da pesquisa 5.168 estudantes de escolas públicas e particulares das cinco regiões do Brasil. Também foram realizadas entrevistas com grupos formados por pais ou responsáveis, técnicos, professores e gestores de escolas localizadas nas capitais pesquisadas. O estudo faz parte da campanha internacional “Aprender sem Medo”, da Plan Brasil, organização não-governamental de origem inglesa. A campanha tem como objetivo contribuir com a redução da violência no ambiente escolar. Comportamento Na maioria dos casos, a ocorrência se limita a agressões verbais praticadas por um aluno contra outro. E são consideradas por alunos, pais, professores e gestores como normais nos relacionamentos entre crianças e entre adolescentes. Porém, essa prática tende a ser uma etapa inicial de um processo desencadeador de maus tratos, que vão se tornando cada vez mais violentos. De modo geral, os estudantes vítimas do bullying tendem a não reagir diante da prática da violência. Normalmente apresentam alguma diferença em relação aos demais colegas, como traço físico marcante, necessidade especial, vestimentas consideradas diferentes ou status socioeconômico também diferenciado da maioria do grupo. Demonstram sentimentos de desconforto, apatia, irritabilidade e tristeza. E são descritos pelos agressores como pessoas tímidas, fracas, inseguras e merecedoras do castigo. A justificativa principal da prática é a necessidade de fazer parte do grupo de referência. Essa inserção seria a obtenção da popularidade. Apesar da freqüência da violência, os agressores costumam se arrepender da prática cometida por eles. Ambos, vítimas e agressores, sofrem prejuízos pelo envolvimento na violência no ambiente escolar. Costumam perder o interesse pelo estudo e não se sentem motivados a freqüentar as aulas. Prevenção A responsabilização pela prática do bullying é mutuamente atribuída a pais, familiares, técnicos e professores. Segundo as escolas, as famílias não assumem a socialização adequada das crianças. Para os pais, os profissionais de ensino desconhecem as necessidades e os problemas dos alunos. As escolas também não estão preparadas para evitar essa prática. A maioria delas não apresenta programas específicos de combate ao bullying, que muitas vezes é tratado como um caso isolado de indisciplina. Assim, não há uma ação de alcance mais amplo e coletivo para a prevenção e controle da violência no ambiente escolar. Segundo os pesquisadores, todos os atores sociais, como família e educadores são responsáveis pela eliminação da violência nas escolas. Um plano estratégico, com o estabelecimento de metas objetivas de redução dos casos de bullying deveria ser traçado. Além disso, a gestão escolar deve se integrar com outras instituições do Estado e da sociedade civil. TENHA ACESSO À PESQUISA NA ÍNTEGRA
Dom, 28 de Março de 2010 19:09
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Brasília - O governo brasileiro deve finalizar em alguns meses um plano de ações voltadas para um tratamento mais específico de dependentes de drogas, em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), disse o representante do Unodc para o Brasil e o Cone Sul, Bo Mathiasen. Ele comentou, em entrevista à Agência Brasil, detalhes de uma reunião com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, realizada na última quarta-feira (24). Segundo Mathiasen, o Unodc e a OMS propuseram ao Brasil uma parceria na difusão de um programa global de atendimento e acompanhamento de dependentes de álcool e outras drogas. O representante do Unodc revelou que a estratégia é fortalecer o sistema de tratamento de dependentes considerados problemáticos – pessoas que já apresentam um perfil crônico de dependência da droga. No Brasil, o foco serão os centros de Atendimento Psicossociais (Caps), além da capacitação e o treinamento de profissionais de saúde. Há ainda a possibilidade de uma cooperação internacional, com objetivo de levar o trabalho brasileiro para outros países. De acordo com Mathiesen, Temporão manifestou preocupação com a falta de ações na área de consumo de cocaína e derivados – em especial, o crack. Funcionários do ministério, do Unodc e da OMS já traçaram um esboço do plano de ações. O documento deve ser apresentado oficialmente ao ministro na próxima semana. “Sendo prioridade, é uma questão de poucos meses [para que o plano fique pronto]”, disse Mathiesen. “O foco são as políticas de tratamento do dependente químico problemático que deveriam ser muito mais voltadas para a saúde da pessoa e os direitos humanos. Uma ótica de acolher e ajudar e não de punir”, completou. De acordo com o Unodc, o perfil da maioria dos usuários problemáticos de drogas incluiu pessoas que já sofreram abandono, violência doméstica, abuso sexual e exclusão familiar. As drogas, segundo Mathiesen, surgem nesse cenário como uma forma de recompor tais frustrações. “O mundo já reconhece que as pessoas [viciadas em drogas] não deveriam receber nenhum tipo de punição, mas acolhimento e tratamento”, afirmou. Reportagem de Paula Laboissière | Repórter da Agência Brasil
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Dom, 21 de Março de 2010 22:10
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Brasília - Atualmente, a principal meta das organizações não governamentais (ONGs) que atuam em defesa das crianças moradoras de rua é saber quantas são. No próximo dia 30, a campanha nacional Criança Não é de Rua fará ações em dez estados, com uma encenação da Paixão de Cristo, com o objetivo de sensibilizar a população brasileira para o problema. De acordo com as ONGs, o maior desafio do projeto é a falta de parâmetros dos estados para definir o que é uma criança moradora de rua. Algumas regiões consideram uma criança moradora de rua aquela que está sem abrigo há uma semana. Em outras regiões, ela só é considerada moradora de rua quando fica sem abrigo mais de um mês. O coordenador nacional da campanha Criança Não é de Rua, Adriano Ribeiro, aponta outro fator que dificulta a identificação desse público: a forma de pesquisa dos censos demográficos, que só fazem levantamento nos domicílios brasileiros. “Com isso, as crianças abrigadas nas ruas ficam invisíveis dentro dessa perspectiva”, afirmou Adriano. Segunde ele, existem informações secundárias que também precisam ser definidas: como e por que essa criança decidiu morar nas ruas e há quanto tempo ela faz desse local lugar sua moradia. Atualmente, 488 organizações da sociedade civil e do poder público mantêm contato com crianças que moram nas ruas e discutem a situação delas crianças. Adriano Ribeiro diz que as ONGs enfrentam muitos há desafios enfrentados no repasse dos recursos do governo, mas acredita que, investindo em políticas públicas mais consistentes e mais viáveis, os gastos públicos serão menores e o retorno, mais garantido. “O governo gasta, hoje, 10 vezes mais nos centros educacionais do que em investimento nas organizações que trabalham na reinserção social dos menores. É uma questão de escolha: continuar a superlotação dos centros educacionais ou investir em trabalhos preventivos”, destaca o coordenador da campanha Criança Não é de Rua. Ainda no primeiro semestre deste ano, será realizado um seminário nacional com o objetivo de integrar os principais atores e as discussões que estão ocorrendo neste mês, na primeira fase da campanha. No encontro nacional, deverão ser formuladas as bases de um programa nacional de enfrentamento à situação das crianças, que será apresentado ao governo federal. Fonte: Agência Brasil | Nádia Franco
Seg, 07 de Dezembro de 2009 15:46
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Crianças e adolescentes usam adereço com conotação sexual. Colégios estão orientando os pais. Um modismo inocente apenas à primeira vista se espalhou em escolas do ensino fundamental de Curitiba e está fazendo com que direções de colégios tomem atitudes de orientação. São as pulseiras finas, coloridas e de silicone, que começaram a aparecer nos braços de pré-adolescentes e adolescentes de duas semanas para cá. Diferentemente das pulseiras da campanha contra o câncer, promovida pelo ciclista Lance Armstrong e que viraram fenômeno mundial há cinco anos, os novos adereços fazem parte de um jogo de conotação sexual. Cada cor representa um ato afetivo, ou sexual, que vai desde um abraço a relações sexuais completas. Em teoria, a pessoa que teve a pulseira arrebentada precisa cumprir o que comanda a cor. O jogo teve início na Inglaterra, conhecido como Snap e as pulseiras naquele país são chamadas de “shag bands” (“pulseiras do sexo”, em tradução livre). Veja que o Cólegio Positivo enviou orientação aos pais (antes de e-mail, acessório era inocente). Para quatro adolescentes de 13, 15 e 16 anos, as pulseiras coloridas não significavam nada mais do que um adereço bonito e na moda. Isso até ontem. Ao saberem da mensagem que elas passam, dois deles vão deixar de usá-las. Os outros não acreditam na proposta do jogo. Paula, 15 anos, estudante de uma escola estadual no Xaxim, conheceu as pulseiras no início do ano, por intermédio de uma amiga. Código das cores (confira os significados das cores das pulseiras): Amarela – abraço Rosa – mostrar o peito Laranja – dentadinha de amor Roxa – beijo com a língua, talvez sexo Vermelha – dança erótica Verde – chupões no pescoço Branca – a menina escolhe o que quer Azul – sexo oral a ser praticado pela menina Preta – fazer sexo com quem arrancar a pulseira Dourado – fazer todos os citados acima Em Curitiba, a novidade é facilmente encontrada em banquinhas de camelôs. Cada conjunto com 20 pulseiras custa R$ 2,50 em média. Elas são chamadas pelos vendedores de “pulseira da malhação”. O nome pode ser referência à gíria para beijo, ou à novela dirigida para o público adolescente que faz sucesso com a garotada. Mas também são conhecidas como “pulseira do sexo” e “pulseira da amizade”. Novidade Pais de outras capitais de estado já haviam percebido a moda, como em São Paulo e em Vitória, no Espírito Santo. Nas escolas de Curitiba, a pulseira começou a aparecer há dez dias, de acordo com as direções de colégios, nos braços de estudantes a partir de 10 anos de idade até de adolescentes de 15 anos. Mesmo que todas as regras do jogo não estejam sendo cumpridas pelos pré-adolescentes, algumas direções estão tentando acabar com a prática. Nas escolas do grupo Bom Jesus, orientadores educacionais estão passando de sala em sala para conversar com os alunos e pedindo que não usem mais o adereço. O Colégio Marista Paranaense tomou medida semelhante e a direção prepara uma carta aos pais explicando o real significado do inocente adorno, que deverá ser entregue por e-mail, na próxima semana. “Se alguém tiver de proibir, tem de ser os pais”, lembra o diretor-geral, Valentin Fernandes. Enquanto isso, os professores orientam os poucos alunos que foram vistos usando as pulseiras. A diretora da escola particular Unika, localizada no Novo Mundo, Solange Fortunatto Unika, conta que lá o caso das pulseiras coloridas foi resolvido de forma rápida. Há pouco mais de dez dias, tão logo percebeu o real significado da bijuteria, resolveu reunir os poucos alunos que já tinham aparecido na escola e explicar a conotação do uso. “A grande maioria nem sabia o que significavam as cores. Assim que souberam, tiraram sem problemas. Na realidade, os alunos da 4.ª série, por exemplo, nem sabiam da proposta do jogo”, comenta. Diálogo antes de proibição A psicóloga Fernanda Gorosito, da clínica Criança em Foco, diz que os pais não devem agir de forma apressada se perceberem que seus filhos compraram ou ganharam as pulseiras. “A proibição vai causar maior curiosidade. Para as crianças, não passa de uma brincadeira, elas não entendem a conotação do ato. Os pais precisam conversar para explicar que isso pode ser um ato de desrespeito com o próprio corpo”, diz a psicóloga. Ela explica que a partir dos 8 anos as crianças começam a diferenciar o masculino do feminino e a mostrar sentimento pelos colegas. Por isso alguns chamam um amigo de namorado, ou namorada, sem sequer trocar um beijo. “O namoro nessa idade consiste em tomar o lanche juntos, por exemplo. Eles estão desenvolvendo o gostar, o diferenciar os sexos. Mas ainda não têm noção do que é desejo sexual, o que vão desenvolver somente na adolescência”, diz a psicóloga. Ela reafirma, no entanto, que mesmo para adolescentes essa orientação sobre respeito ao corpo deve partir dos pais, que com calma precisam estabelecer os limites, determinado com diálogo. Fonte: Publicado em 04/12/2009 | Daniela Neves e Aline Peres - Gazeta do Povo
Última atualização ( Seg, 07 de Dezembro de 2009 16:15 )
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