"Temos cada vez mais crianças produzindo imagens sexuais delas mesmas e com isso o desenvolvimento normal da curiosidade sexual das crianças se transforma perigosamente em propriedade pública", disse Penn.
Ela afirmou que os avanços na tecnologia dos celulares, entre os quais o Bluetooth, e a capacidade de publicar fotos ou vídeos na internet com o apertar de um botão estão tornando a prática mais comum.
"Caso um relacionamento se rompa ou alguém encontre o celular em questão, a imagem poderia terminar em um site, em um serviço de redes sociais como o Facebook ou sob o controle da pessoa errada, como já aconteceu em muitos casos, e assim cair em uma rede de pedofilia", explicou.
Uma pesquisa entre dois mil jovens divulgada na terça-feira (04/08) pela Beatbullying, uma organização de assistência às crianças, constatou que mais de um terço dos jovens entre 11 e 18 anos recebeu fotos ou mensagens de texto sexualmente explícitos.
A pesquisa constatou, igualmente, que 70% das crianças sabiam quem lhes enviou essas mensagens.
Emma-Jane Cross, CEO da Beatbullying, afirmou que é importante que pais e escolas compreendam a ascensão do fenômeno, que é bem documentado nos Estados Unidos e Austrália, mas comparativamente desconhecido no Reino Unido, por exemplo.
As meninas estão especialmente vulneráveis, afirmou a organização, e há provas de que são pressionadas a tirar e distribuir fotos íntimas por seus namorados.
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